Existem momentos em que oramos, planejamos e buscamos a direção de Deus com a convicção de estarmos obedecendo à Sua vontade. Contudo, quando as circunstâncias contrariam nossas expectativas, surgem questionamentos sobre a validade de nossas decisões ou o propósito divino. Muitas vezes, em meio a rotinas desafiadoras ou situações inesperadas, Deus está mais interessado em formar nosso caráter do que em simplesmente facilitar o caminho.
Nem toda circunstância possui a mesma origem; nem tudo é ataque do inimigo, nem disciplina, nem apenas consequência de nossas escolhas. Há momentos em que Deus nos prova, corrige, conduz ou nos ensina a resistir. A maturidade cristã se manifesta na capacidade de discernir essas diferentes realidades para responder a elas de forma bíblica e adequada.
1. A PROVAÇÃO
"Meus irmãos, tenham por motivo de grande alegria o fato de passarem por várias provações, sabendo que a provação da fé de vocês, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que vocês sejam perfeitos e íntegros, sem que lhes falte nada." — Tiago 1:2-4
A provação não é uma exceção, mas parte integrante da vida cristã, com o propósito de confirmar a fé e produzir perseverança. Não se trata de sentir prazer no sofrimento, mas de reconhecer que Deus nunca desperdiça uma prova, usando-a para nos conduzir à maturidade e revelar áreas que ainda precisam ser transformadas. A pergunta central em meio à provação não é sobre seu fim, mas sobre o que Deus deseja produzir em nós através dela.
Quando compreendemos esse propósito divino, a provação deixa de ser vista apenas como sofrimento e se torna um poderoso instrumento para fortalecer nossa fé e nos preparar para o que Deus fará em nossa vida. É na dificuldade que nossa confiança é testada e nosso coração é exposto, permitindo que o Senhor trabalhe em nós de maneiras profundas e significativas.
2. A DISCIPLINA DO PAI
"Lembrem de todo o caminho pelo qual o Senhor, seu Deus, os guiou no deserto estes quarenta anos, para os humilhar, para os provar e para saber o que estava no coração de vocês, se guardariam ou não os seus mandamentos." — Deuteronômio 8:2
A disciplina divina, diferentemente da provação, visa corrigir nossa direção e é uma clara expressão do amor de Deus por Seus filhos. Não é sinal de rejeição, mas de cuidado, buscando restaurar e aproximar, como exemplificado na parábola do filho pródigo, onde a escassez o levou de volta para casa. Deus fecha caminhos para nos conduzir ao propósito que Ele preparou, agindo como um fazendeiro que direciona seu rebanho para um lugar seguro.
É crucial entender que a disciplina de Deus nunca é abusiva, não utilizando enfermidade, miséria ou destruição. Ela é sempre para nosso crescimento e aproximação d'Ele. Ao invés de questionar "Por que essa porta se fechou?", devemos perguntar "Para onde Deus está me conduzindo através desta circunstância?".
3. AS CONSEQUÊNCIAS NATURAIS DAS NOSSAS ESCOLHAS
"Davi consultou os chefes de mil, os de cem e todos os líderes. Então Davi disse a toda a congregação de Israel: 'Se isto parece bem a vocês e se vem do Senhor, nosso Deus, mandemos mensageiros aos nossos irmãos que ficaram em todas as terras de Israel e também aos sacerdotes e levitas que estão com eles nas cidades e nos seus arredores, para que se reúnam conosco. Tragam para cá a arca do nosso Deus, porque nos dias de Saul não nos valemos dela.' Então toda a congregação concordou em fazer assim, porque isso pareceu justo aos olhos de todo o povo. Davi reuniu todo o Israel, desde Sior do Egito até a entrada de Hamate, para trazer a arca de Deus de Quiriate-Jearim. Davi, com todo o Israel, foi a Baalá, isto é, Quiriate-Jearim, que pertence a Judá, para fazer subir de lá a arca de Deus, o Senhor, que está entronizado acima dos querubins, sobre a qual é invocado o seu nome. Puseram a arca de Deus num carro novo e a levaram da casa de Abinadabe. Uzá e Aiô conduziam o carro. Davi e todo o Israel alegravam-se perante Deus com todas as suas forças, com cânticos, harpas, liras, tamborins, címbalos e trombetas. Quando chegaram à eira de Quidom, Uzá estendeu a mão para segurar a arca, porque os bois tropeçaram. Então a ira do Senhor se acendeu contra Uzá, e o feriu, porque estendeu a mão à arca; e morreu ali diante de Deus." — 1 Crônicas 13:1-10
Nem todas as dificuldades são provação ou disciplina; muitas vezes, colhemos simplesmente as consequências naturais de nossas próprias escolhas. O exemplo de Davi transportando a arca em desobediência aos princípios divinos ilustra que nossas intenções podem ser boas, mas a desobediência à Palavra de Deus acarreta resultados inevitáveis. É fundamental ter humildade para examinar nossa vida e reconhecer nossa responsabilidade nessas circunstâncias.
Mesmo diante das consequências de nossos erros, a graça de Deus permanece disponível para nos restaurar, perdoar e ensinar a caminhar em obediência. Deus é especialista em transformar até mesmo as consequências negativas em oportunidades de crescimento, guiando-nos a uma vida de maior sabedoria e dependência d'Ele, desde que haja arrependimento sincero.
4. A SEMEADURA E A COLHEITA
"Lembrem-se: aquele que semeia pouco também colherá pouco; e o que semeia com fartura também colherá com fartura. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade, porque Deus ama quem dá com alegria." — 2 Coríntios 9:6-7
"Dêem, e lhes será dado; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente lhes darão; porque com a medida com que tiverem medido vocês também serão medidos." — Lucas 6:38
A lei da semeadura e da colheita é um princípio espiritual que abrange todas as áreas da vida. Desejar colher o que não foi plantado – como uma vida espiritual saudável sem dedicação, ou relacionamentos restaurados sem perdão – é ir contra um desígnio divino. Aquilo que plantamos hoje, seja em generosidade, palavras ou decisões, determinará em grande parte o que colheremos no futuro.
É preciso, contudo, reconhecer que existe um tempo entre o plantio e a colheita, exigindo confiança no processo e perseverança. Quem permanece fiel na semeadura não precisa viver ansioso, pois Deus garante que toda semente plantada em obediência produzirá seu fruto no tempo certo. A pergunta não é apenas "O que eu espero colher?", mas "Que tipo de semente tenho plantado?".
5. OS ATAQUES ESPIRITUAIS
"O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância." — João 10:10
"Sujeitem-se, portanto, a Deus; mas resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês." — Tiago 4:7
"Ele nos ressuscitou juntamente com Cristo e com ele nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus." — Efésios 2:6
"Eis que dei a vocês autoridade para pisarem serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente nada, lhes causará dano." — Lucas 10:19
A Bíblia revela a existência de um inimigo cujo propósito é roubar, matar e destruir, mas também nos ensina a discernir que nem toda dificuldade é um ataque direto dele. A estratégia do inimigo envolve mentira, acusação, medo e confusão para nos afastar de Deus. No entanto, a Palavra nos instrui a não vivermos assustados, mas a resistirmos ao diabo, sujeitando-nos a Deus, e ele fugirá de nós.
Nossa vitória contra os ataques espirituais não se baseia em nossa própria força, mas na autoridade que Cristo nos concedeu, pois estamos "assentados com Cristo nas regiões celestiais". Contra a condenação que Satanás tenta impor após nossos erros, a Bíblia afirma que "já não existe nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus." Assim, o cristão maduro não ignora a atuação do inimigo, mas responde a ele com submissão a Deus, firmeza na Palavra e o exercício da autoridade conferida por Cristo.
Conclusão
Ao longo da vida cristã, somos chamados a desenvolver um profundo discernimento sobre as circunstâncias que nos cercam, reconhecendo se elas são provações, disciplinas, consequências de nossas escolhas, reflexos da semeadura e colheita, ou ataques espirituais. Este entendimento nos permite não apenas reagir, mas responder de forma alinhada com a vontade de Deus. Ele está sempre no controle, transformando cada situação em uma oportunidade para nos moldar.
Talvez, como o pregador na Marinha, você esteja vivendo uma circunstância inexplicável. A pergunta mais importante não é "Por que isso está acontecendo comigo?", mas sim "O que Deus deseja fazer em mim através disso?". Quando nos guiamos pela Palavra e confiamos em Deus acima das circunstâncias, Ele fortalece nossa fé, corrige nossa direção, restaura nossas vidas, garante a colheita e nos dá autoridade sobre o inimigo. O Senhor nunca desperdiça uma circunstância, usando-as para nos tornar mais parecidos com Cristo.
There are times when we pray, plan, and seek God's direction with the conviction that we are obeying His will. However, when circumstances contradict our expectations, questions arise about the validity of our decisions or divine purpose. Often, amidst challenging routines or unexpected situations, God is more interested in shaping our character than in simply smoothing our path.
Not every circumstance has the same origin; not everything is an attack from the enemy, nor discipline, nor merely a consequence of our choices. There are times when God tests us, corrects us, leads us, or teaches us to resist. Christian maturity is manifested in the ability to discern these different realities to respond to them biblically and appropriately.
1. THE TRIAL
"Count it all joy, my brothers, when you meet trials of various kinds, for you know that the testing of your faith produces steadfastness. And let steadfastness have its full effect, that you may be perfect and complete, lacking in nothing." — James 1:2-4
Trial is not an exception but an integral part of the Christian life, with the purpose of confirming faith and producing perseverance. It's not about taking pleasure in suffering, but about recognizing that God never wastes a trial, using it to lead us to maturity and reveal areas that still need to be transformed. The central question amidst trial is not about its end, but about what God desires to produce in us through it.
When we understand this divine purpose, trial ceases to be seen merely as suffering and becomes a powerful instrument to strengthen our faith and prepare us for what God will do in our lives. It is in difficulty that our trust is tested and our heart is exposed, allowing the Lord to work in us in deep and meaningful ways.
2. THE FATHER'S DISCIPLINE
"And you shall remember the whole way that the Lord your God has led you these forty years in the wilderness, that he might humble you, testing you to know what was in your heart, whether you would keep his commandments or not." — Deuteronomy 8:2
Divine discipline, unlike trial, aims to correct our direction and is a clear expression of God's love for His children. It is not a sign of rejection, but of care, seeking to restore and draw near, as exemplified in the parable of the prodigal son, where scarcity led him back home. God closes paths to lead us to the purpose He has prepared, acting like a farmer who guides his flock to a safe place.
It is crucial to understand that God's discipline is never abusive, not using illness, misery, or destruction. It is always for our growth and drawing closer to Him. Instead of asking "Why has this door closed?", we should ask "Where is God leading me through this circumstance?".
3. THE NATURAL CONSEQUENCES OF OUR CHOICES
"David consulted with the commanders of thousands and of hundreds, with every leader. And David said to all the assembly of Israel, “If it seems good to you and from the Lord our God, let us send abroad to our brothers in all the lands of Israel, and with them to the priests and Levites in the cities that have pasturelands, that they may rally to us. Then let us bring again the ark of our God to us, for we did not seek it in the days of Saul.” All the assembly agreed to do so, for the thing was right in the eyes of all the people. So David assembled all Israel from the Shihor of Egypt to the entrance of Hamath, to bring the ark of God from Kiriath-jearim. And David and all Israel went up to Baalah, that is, to Kiriath-jearim, which belongs to Judah, to bring up from there the ark of God, which is called by the name of the Lord who dwells between the cherubim. And they carried the ark of God on a new cart, from the house of Abinadab, and Uzzah and Ahio were driving the cart. And David and all Israel were celebrating before God with all their might, with song and lyres and harps and tambourines and cymbals and trumpets. And when they came to the threshing floor of Chidon, Uzzah put out his hand to take hold of the ark, for the oxen stumbled. And the anger of the Lord was kindled against Uzzah, and he struck him down because he put out his hand to the ark, and there he died before God." — 1 Chronicles 13:1-10
Not all difficulties are trials or discipline; often, we simply reap the natural consequences of our own choices. David's example of transporting the ark in disobedience to divine principles illustrates that our intentions can be good, but disobedience to God's Word entails inevitable results. It is essential to have the humility to examine our lives and acknowledge our responsibility in these circumstances.
Even in the face of the consequences of our mistakes, God's grace remains available to restore us, forgive us, and teach us to walk in obedience. God is an expert at transforming even negative consequences into opportunities for growth, guiding us to a life of greater wisdom and dependence on Him, provided there is sincere repentance.
4. SOWING AND REAPING
"The point is this: whoever sows sparingly will also reap sparingly, and whoever sows bountifully will also reap bountifully. Each one must give as he has decided in his heart, not reluctantly or under compulsion, for God loves a cheerful giver." — 2 Corinthians 9:6-7
"give, and it will be given to you. Good measure, pressed down, shaken together, running over, will be put into your lap. For with the measure you use it will be measured back to you.”" — Luke 6:38
The law of sowing and reaping is a spiritual principle that encompasses all areas of life. Desiring to reap what has not been planted – such as a healthy spiritual life without dedication, or restored relationships without forgiveness – is going against a divine design. What we plant today, whether in generosity, words, or decisions, will largely determine what we reap in the future.
It is necessary, however, to recognize that there is a time between planting and reaping, requiring trust in the process and perseverance. Whoever remains faithful in sowing does not need to live anxiously, for God guarantees that every seed planted in obedience will produce its fruit in due season. The question is not just "What do I expect to reap?", but "What kind of seed have I been planting?".
5. SPIRITUAL ATTACKS
"The thief comes only to steal and kill and destroy. I came that they may have life and have it abundantly." — John 10:10
"Submit yourselves therefore to God. Resist the devil, and he will flee from you." — James 4:7
"and raised us up with him and seated us with him in the heavenly places in Christ Jesus," — Ephesians 2:6
"Behold, I have given you authority to tread on serpents and scorpions, and over all the power of the enemy, and nothing shall hurt you." — Luke 10:19
The Bible reveals the existence of an enemy whose purpose is to steal, kill, and destroy, but it also teaches us to discern that not every difficulty is a direct attack from him. The enemy's strategy involves lies, accusation, fear, and confusion to draw us away from God. However, the Word instructs us not to live in fear, but to resist the devil, submitting to God, and he will flee from us.
Our victory against spiritual attacks is not based on our own strength, but on the authority that Christ has granted us, for we are "seated with Christ in the heavenly places." Against the condemnation that Satan tries to impose after our mistakes, the Bible states that "there is therefore now no condemnation for those who are in Christ Jesus." Thus, the mature Christian does not ignore the enemy's actions, but responds to him with submission to God, firmness in the Word, and the exercise of authority conferred by Christ.
Conclusion
Throughout the Christian life, we are called to develop deep discernment about the circumstances that surround us, recognizing whether they are trials, disciplines, consequences of our choices, reflections of sowing and reaping, or spiritual attacks. This understanding allows us not only to react, but to respond in a way that aligns with God's will. He is always in control, transforming every situation into an opportunity to mold us.
Perhaps, like the preacher in the Navy, you are experiencing an inexplicable circumstance. The most important question is not "Why is this happening to me?", but rather "What does God want to do in me through this?". When we are guided by the Word and trust God above circumstances, He strengthens our faith, corrects our direction, restores our lives, guarantees the harvest, and gives us authority over the enemy. The Lord never wastes a circumstance, using them to make us more like Christ.
Existen momentos en que oramos, planeamos y buscamos la dirección de Dios con la convicción de estar obedeciendo a Su voluntad. Sin embargo, cuando las circunstancias contrarían nuestras expectativas, surgen cuestionamientos sobre la validez de nuestras decisiones o el propósito divino. Muchas veces, en medio de rutinas desafiantes o situaciones inesperadas, Dios está más interesado en formar nuestro carácter que en simplemente facilitar el camino.
No toda circunstancia tiene el mismo origen; no todo es ataque del enemigo, ni disciplina, ni solo consecuencia de nuestras elecciones. Hay momentos en que Dios nos prueba, corrige, guía o nos enseña a resistir. La madurez cristiana se manifiesta en la capacidad de discernir estas diferentes realidades para responder a ellas de forma bíblica y adecuada.
1. LA PRUEBA
"Hermanos míos, considérense muy dichosos cuando tengan que enfrentar diversas pruebas, pues ya saben que la prueba de su fe produce constancia. Y la constancia debe llevar a feliz término la obra, para que sean maduros y cabales, sin que les falte nada." — Santiago 1:2-4
La prueba no es una excepción, sino parte integrante de la vida cristiana, con el propósito de confirmar la fe y producir perseverancia. No se trata de sentir placer en el sufrimiento, sino de reconocer que Dios nunca desperdicia una prueba, usándola para conducirnos a la madurez y revelar áreas que aún necesitan ser transformadas. La pregunta central en medio de la prueba no es sobre su fin, sino sobre lo que Dios desea producir en nosotros a través de ella.
Cuando comprendemos este propósito divino, la prueba deja de ser vista solo como sufrimiento y se convierte en un poderoso instrumento para fortalecer nuestra fe y prepararnos para lo que Dios hará en nuestra vida. Es en la dificultad donde nuestra confianza es probada y nuestro corazón es expuesto, permitiendo que el Señor trabaje en nosotros de maneras profundas y significativas.
2. LA DISCIPLINA DEL PADRE
"Recuerda todo el camino que el Señor tu Dios te hizo recorrer durante cuarenta años en el desierto, para humillarte y poner a prueba tu carácter, y para saber si cumplirías o no sus mandamientos." — Deuteronomio 8:2
La disciplina divina, a diferencia de la prueba, busca corregir nuestra dirección y es una clara expresión del amor de Dios por Sus hijos. No es señal de rechazo, sino de cuidado, buscando restaurar y acercar, como se ejemplifica en la parábola del hijo pródigo, donde la escasez lo llevó de vuelta a casa. Dios cierra caminos para conducirnos al propósito que Él preparó, actuando como un pastor que dirige su rebaño a un lugar seguro.
Es crucial entender que la disciplina de Dios nunca es abusiva, no utiliza enfermedad, miseria o destrucción. Siempre es para nuestro crecimiento y acercamiento a Él. En lugar de preguntar "¿Por qué se cerró esta puerta?", debemos preguntar "¿Hacia dónde me está conduciendo Dios a través de esta circunstancia?".
3. LAS CONSECUENCIAS NATURALES DE NUESTRAS ELECCIONES
"David consultó a los jefes de batallón y de compañía, y a todos los demás oficiales. Luego les dijo a todos los israelitas: «Si les parece bien y si esta es la voluntad del Señor nuestro Dios, mandemos un mensaje a nuestros hermanos que quedan en todo Israel, y también a los sacerdotes y levitas que viven con ellos en las ciudades y en los campos de pastoreo, para que se nos unan. Traigamos el arca de nuestro Dios, porque en el tiempo de Saúl no la consultamos.» Toda la asamblea estuvo de acuerdo en hacerlo así, porque la propuesta de David fue bien recibida por el pueblo. Entonces David reunió a todos los israelitas, desde Sijor de Egipto hasta Lebó Jamat, para que trajeran el arca de Dios desde Quiriat Yearín. David y todos los israelitas fueron a Baalá de Quiriat Yearín, en Judá, para llevar de allí el arca de Dios, el Señor, que tiene su trono entre los querubines, sobre la cual se invoca su nombre. Subieron el arca de Dios a una carreta nueva y la sacaron de la casa de Abinadab. Uzá y Ajío conducían la carreta. David y todos los israelitas celebraban con gran entusiasmo ante Dios, cantando y tocando liras, arpas, panderetas, címbalos y trompetas. Cuando llegaron a la era de Quidón, los bueyes tropezaron. Entonces Uzá, para evitar que el arca se cayera, extendió la mano para sostenerla. La ira del Señor se encendió contra Uzá, y Dios lo hirió de muerte por haber puesto la mano sobre el arca. Y allí mismo, delante de Dios, Uzá murió." — 1 Crónicas 13:1-10
No todas las dificultades son prueba o disciplina; muchas veces, cosechamos simplemente las consecuencias naturales de nuestras propias elecciones. El ejemplo de David transportando el arca en desobediencia a los principios divinos ilustra que nuestras intenciones pueden ser buenas, pero la desobediencia a la Palabra de Dios acarrea resultados inevitables. Es fundamental tener humildad para examinar nuestra vida y reconocer nuestra responsabilidad en estas circunstancias.
Incluso ante las consecuencias de nuestros errores, la gracia de Dios permanece disponible para restaurarnos, perdonarnos y enseñarnos a caminar en obediencia. Dios es especialista en transformar incluso las consecuencias negativas en oportunidades de crecimiento, guiándonos a una vida de mayor sabiduría y dependencia de Él, siempre que haya arrepentimiento sincero.
4. LA SIEMBRA Y LA COSECHA
"Recuerden esto: El que siembra escasamente, escasamente cosechará, y el que siembra en abundancia, en abundancia cosechará. Cada uno debe dar según lo que haya decidido en su corazón, no de mala gana ni por obligación, porque Dios ama al dador alegre." — 2 Corintios 9:6-7
"Den, y se les dará; se les echará en el regazo una medida buena, apretada, sacudida y desbordante. Porque con la misma medida con que ustedes midan, se les volverá a medir." — Lucas 6:38
La ley de la siembra y la cosecha es un principio espiritual que abarca todas las áreas de la vida. Desear cosechar lo que no fue plantado – como una vida espiritual saludable sin dedicación, o relaciones restauradas sin perdón – es ir contra un designio divino. Aquello que plantamos hoy, sea en generosidad, palabras o decisiones, determinará en gran parte lo que cosecharemos en el futuro.
Es preciso, sin embargo, reconocer que existe un tiempo entre la siembra y la cosecha, exigiendo confianza en el proceso y perseverancia. Quien permanece fiel en la siembra no necesita vivir ansioso, pues Dios garantiza que toda semilla plantada en obediencia producirá su fruto en el tiempo justo. La pregunta no es solo "¿Qué espero cosechar?", sino "¿Qué tipo de semilla he plantado?".
5. LOS ATAQUES ESPIRITUALES
"El ladrón no viene sino para hurtar y matar y destruir; yo he venido para que tengan vida, y para que la tengan en abundancia." — Juan 10:10
"Así que sométanse a Dios. Resistan al diablo, y él huirá de ustedes." — Santiago 4:7
"Y con Cristo Jesús nos resucitó y nos hizo sentar en los lugares celestiales," — Efesios 2:6
"Miren que les he dado autoridad para pisotear serpientes y escorpiones, y para vencer todo el poder del enemigo; nada les dañará." — Lucas 10:19
La Biblia revela la existencia de un enemigo cuyo propósito es robar, matar y destruir, pero también nos enseña a discernir que no toda dificultad es un ataque directo de él. La estrategia del enemigo implica mentira, acusación, miedo y confusión para alejarnos de Dios. Sin embargo, la Palabra nos instruye a no vivir asustados, sino a resistir al diablo, sujetándonos a Dios, y él huirá de nosotros.
Nuestra victoria contra los ataques espirituales no se basa en nuestra propia fuerza, sino en la autoridad que Cristo nos concedió, pues estamos "sentados con Cristo en los lugares celestiales". Contra la condenación que Satanás intenta imponer después de nuestros errores, la Biblia afirma que "ya no existe ninguna condenación para los que están en Cristo Jesús." Así, el cristiano maduro no ignora la actuación del enemigo, sino que le responde con sumisión a Dios, firmeza en la Palabra y el ejercicio de la autoridad conferida por Cristo.
Conclusión
A lo largo de la vida cristiana, somos llamados a desarrollar un profundo discernimiento sobre las circunstancias que nos rodean, reconociendo si son pruebas, disciplinas, consecuencias de nuestras elecciones, reflejos de la siembra y la cosecha, o ataques espirituales. Este entendimiento nos permite no solo reaccionar, sino responder de forma alineada con la voluntad de Dios. Él está siempre en control, transformando cada situación en una oportunidad para moldearnos.
Quizás, como el predicador en la Marina, usted esté viviendo una circunstancia inexplicable. La pregunta más importante no es "¿Por qué me está pasando esto a mí?", sino "¿Qué desea Dios hacer en mí a través de esto?". Cuando nos guiamos por la Palabra y confiamos en Dios por encima de las circunstancias, Él fortalece nuestra fe, corrige nuestra dirección, restaura nuestras vidas, garantiza la cosecha y nos da autoridad sobre el enemigo. El Señor nunca desperdicia una circunstancia, usándolas para hacernos más semejantes a Cristo.
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